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Para renovar a casa da praia
Entrevista com Anne Báril
Fonte: Revista Freeway, dez/09
Que dicas tu dás para quem quer deixar um ambiente diferenciado e não gastar muito?
Sem dúvida uma pintura vai ser a melhor opção. Pintar uma parede é sempre a solução mais econômica. Trabalho bastante em meus projetos com as capas de tecido e com gravuras. Os tecidos usados para isso são baratos, e fazendo essa troca de cor nos sofás e cadeiras já surte um efeito bem interessante. Assim como as almofadas, que dão um outro ar para sala quando são trocadas as cores e estampas. As pessoas podem usar nas paredes objetos diferenciados, como pôsteres e fotografias. A iluminação também é uma alternativa para dar uma cara nova aos ambientes.
As texturas aplicadas nas paredes também são alternativas para quem quer mudar a casa?
Não gosto muito das texturas. Ter uma superfície lisa é mais interessante porque facilita depois, na hora em que se pensar em uma nova mudança. Porque a remoção da textura é mais trabalhosa, exige que se raspe a parede, o que encarece na hora de se fazer uma reforma. Para quem quer mudar a cara das paredes de uma peça, recomendo que simplesmente mude a cor. É mais fácil e acaba sendo menos caro a longo prazo.
Que tipos de aberturas são mais indicados para as residências litorâneas?
Eu procuro trabalhar com o PVC, porque é mais prático, não precisa de pintura e o manejo é melhor, já que não tranca. A madeira trabalha, o que pode fazer com que as janelas emperrem com o passar do tempo. As aberturas de ferro também são dispensadas, pois corroem facilmente por causa da maresia. Podemos utilizar esquadrias de alumínio, porém o custo/benefício das esquadrias de PVC compensa bastante.
Voltando às cores, que tipo de tinta é mais indicada para pintar as fachadas?
Existem tintas especiais para usar em casas litorâneas. É importante lembrar que essas tinturas necessitam de um fundo reparador, que aumenta ainda mais sua resistência. Um material que eu não recomendo é o tijolo à vista. Ele não tem vida longa, se degrada muito fácil na praia. Por ser poroso, ele descasca rapidamente.
E que cores estão em alta?
Sempre temos as tendências, mas eu não dou muita importância. Há algum tempo os arquitetos utilizam cores monocromáticas, talvez por dificuldade de trabalhar com as cores, ficam muito no neutro. E u gosto de aplicar um amarelo, vermelho ou laranja, porém não em peças que peguem muito sol, porque senão dá a sensação de que o ambiente é quente. O que é legal de usar internamente também é o papel de parede. É indispensável apenas que seja aplicado em uma parede que não tenha umidade.
Quais são os melhores revestimentos para o chão?
Os pisos frios, como cerâmica e porcelanato. Existe agora um laminado emborrachado, uma novidade no mercado, que é superindicado para usar na área da churrasqueira. Como é um revestimento bem fácil de limpar, é recomendado para essas áreas que sujam mais frequentemente com gordura.
Os tapetes são proibidos?
Totalmente proibidos, não. Mas alguns tecidos são melhores, como os tapetes feitos de sisal. São bem baratos e deixam o ambiente com um ar mais descontraído, além de cumular menos pó e sujeira.
O que tu indicas para o pátio?
Um pergolado feito com pinus tratado é uma alternativa bonita, assim como o eucalipto. Essas madeiras recebem um tratamento em autoclave, protegendo-os da ação de cupins e fungos.
Por fim, existe alguma decoração que não seja indicada para a casa de praia?
A clássica. Na minha opinião, não caem bem móveis de estilo clássico numa residência litorânea.
